30.7.09

 

Paulo Campos foi o autor do convite a Joana Amaral Dias

Nelson Morais
Foi Paulo Campos, o actual secretário de Estado das Obras Públicas, quem tentou convencer Joana Amaral Dias, do Bloco de Esquerda, a integrar a lista de candidatos do PS às próximas legislativas.
 
Amigo de Joana Amaral Dias há vários anos, Paulo Campos foi convidado pelo presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, Vítor Baptista, a ocupar o terceiro lugar na lista socialista deste distrito. Mas decidiu recusar esse convite e telefonou a Joana Amaral Dias para saber se ela estaria interessada no lugar.
 
A bloquista Joana Amaral Dias, que se havia aproximado do PS quando aceitou ser mandatária da Juventude da última candidatura presidencial de Mário Soares, acabou por declinar o convite de Paulo Campos e, na sexta-feira passada, comunicou essa decisão ao dirigente máximo do Bloco de Esquerda, Franscisco Louçã.
 
Joana Amaral Dias também terá dito a Louçã que, além do segundo lugar na lista de Coimbra, ter-lhe-ia sido oferecido um cargo de dirigente no Instituto da Droga e da Toxicodependência. Segundo a mesma fonte do Bloco, Joana Amaral Dias nunca referiu a Louçã quem lhe tinha oferecido os lugares de deputada e no IDT.
 
No sábado passado, Louçã trouxe a história a público de forma muito cáustica. Acusou de tráfico de influências José Sócrates, secretário-geral do PS e primeiro-ministro, por ter sido oferecido um lugar de Estado à militante bloquista, em troca de apoio para o combate das legislativas. “Isso mostra-nos o desespero em que está o PS”, comentou Louçã.
 
Ainda segundo Louçã, o caso “mostra-nos uma forma de política menor, de vergonha, que é uma política que oferece lugares de Estado, que trafica influências e oferece lugares a troco de algum apoio. Isto é uma vergonha, é a forma de governar em maioria absoluta, é pensar que o Estado é de um partido, mas não é. A democracia não permite traficâncias”, defendeu o dirigente bloquista.
 
O porta-voz do PS, João Tiago Silveira, reagiu ainda no sábado, afirmando que as declarações proferidas por Francisco Louçã eram “falsas”. No domingo, foi a vez de o próprio José Sócrates desmentir qualquer convite a Joana Amaral Dias. “Desminto categoricamente que tenha convidado Joana Amaral Dias ou que tenha pedido a alguém para a convidar”, afirmou. Sócrates esclareceu que, no PS, existem apenas três pessoas que poderiam ter dirigido um convite a Joana Amaral Dias - ele próprio, o presidente da Federação do PS de Coimbra e o ministro do Trabalho, Vieira da Silva -, mas garantiu que nenhuma delas o tinha feito.
 
“O que lamento é que um líder político utilize uma falsidade para atacar outro, ainda por cima, insinuando que andamos a traficar influências”, criticou, dirigindo-se a Francisco Louçã, e acrescentou: “Utilizar mentiras e usar inverdades para atacar um líder político é uma coisa que não se deve fazer”.
 
 
Ferreira Leite promete menos leis
Manuela Ferreira Leite prometeu, esta quarta-feira, que vai legislar menos caso vença as eleições legislativas de Setembro. A líder considerou ainda que existe «uma quase perseguição social» dos ricos, assumindo que não vai mexer em impostos.
«Considero que é essencial legislar menos, legislar de forma criteriosa e precisa. Um quadro legislativo simples, claro e estável, escrito com transparência, resulta do respeito pelos cidadãos e inspira confiança», disse, acrescentando que «está instalada a prática de recorrer à produção de leis para se resolver os problemas» e «a proliferação legislativa atingiu foros de calamidade».
Por outro lado, a presidente do PSD declarou que, «por cada benefício acrescido, deve ser dito à população de onde vêm os recursos, qual o seu impacto e como é que pode manter-se, sob pena de se frustrarem expectativas ou de se criar a falsa ideia de que os recursos caem do céu».
«Este tipo de informação tinha obrigação e deveria ser dada a todos os cidadãos», defendeu, durante uma conferência organizada pelo jornal Diário Económico, num hotel de Lisboa, citada pela Lusa.
Políticas sociais
Ferreira Leite defendeu que compete ao Estado «garantir a estabilidade da Segurança Social» e os apoios «aos mais desfavorecidos», mas que «a atribuição dos apoios sociais tem de ser criteriosa e ter um juízo muito crítico em relação ao acesso a estes subsídios», porque «por cada pessoa que recebe indevidamente um apoio, há certamente alguém necessitado que não recebeu o suficiente».
A presidente do PSD acrescentou que o Estado deve, se possível, apoiar as instituições de solidariedade social em vez de querer ser ele a prestar directamente os apoios sociais, apontando como exemplo de uma decisão errada nesse sentido o caso das actividades de tempos livres.
Como constrangimentos ao crescimento económico, Ferreira Leite apontou a burocracia, a formação, o sistema fiscal e o sistema de justiça, destacando este último.
Fonte:TVI24
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